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domingo, 10 de julho de 2011


Qualcomm anuncia o primeiro chipset Wi-Fi tri-banda do mercado

Novidade é capaz de alcançar velocidades de até 5 Gbps e promete ter a mesma estabilidade das conexões a cabo.
(Fonte da imagem: Qualcomm)
A Qualcomm anunciou na última segunda-feira (31 de maio) o lançamento de um novo chipset Wi-Fi batizado como AR9004TB Atheros. Desenvolvido em parceira com a empresa Wilocity, a novidade adiciona o sistema WiGig de 60 GHz aos formatos de 2,4 e 5 GHz usados no padrão de duas bandas 802.11n.
(Fonte da imagem: Qualcomm)Segundo a empresa, a novidade deve aumentar em mais de 10 vezes a velocidade de aparelhos que utilizam conexões Wi-Fi. Informações publicadas pela companhia dão conta de que o novo chipset será capaz de alcançar taxas de transferências de até 5 Gbps com a mesma estabilidade oferecida por conexões a cabo.
Além de permitir a conexão com diversos dispositivos sem o uso de fios, a novidade ainda conta com suporte ao padrão Bluetooth 4.0 para atividades que não exijam o envio de uma grande quantidade de informações.

Snapdragon

Além do Atheros, a Qualcomm anunciou o WCN3600, chipset wireless desenvolvido para complementar o processador Snapdragon em smartphones e tablets. O dispositivo conta com Wi-Fi de duas bandas, conectividade Bluetooth 4.0 e suporte a rádio FM. Além disso, a novidade ainda conta com a tecnologia Wi-Fi Display, capaz de transmitir vídeos para monitores ou televisões com suporte a Wi-Fi.
Segundo o CEO da Qualcomm, Paul Jacobs, estão sendo desenvolvidos cerca de 250 aparelhos que utilizam o Snapdragon como base. Esse número se soma aos 125 dispositivos já anunciados pela companhia, e mostram o empenho da empresa em estabelecer seu nome em mercados diferentes daquele de chips para rádios.

Japoneses testaram rede de 100 terabit por segundo

Dois grupos demonstraram os resultados de testes com conexão de 100 terabits por segundo.
Conexão de 100 Tbps
Dois grupos japoneses apresentaram na OFC/NFOEC 2011 (um evento para soluções em ótica, em Los Angeles) os resultados de seus testes com redes operando a mais de 100 terabits por segundo via fibra ótica. Se você já estava achando a quantidade de 50 gigabits por segundo(mesmo mal testada) algo incrível, nem é preciso comentar as possibilidades trazidas por essa tecnologia.
Quando se toma um minuto para tentar calcular o que uma velocidade como essa representa, o máximo que vem à mente é que não há qualquer dispositivo no mercado atual capaz de manter tal número. A conexão testada pela NEC Laboratories conseguiu atingir a marca de 101.7 Tbps. Por meio da fibra ótica, eles emitiram ondas de energia que foram capazes de cobrir uma distância de 165 km, mantendo a velocidade de conexão citada.
Além disso, foi necessário apenas um fio padrão (“single-mode”) para a proeza. Já a Sumitomo Electric Industries conseguiu alcançar até 109 Tbps utilizando uma fibra especial que conta com um espectro de sete setores (“seven-core fiber”) para tal. A equipe de testes conseguiu manter essa velocidade por uma distância de 16,8 km de fibra ótica.
Certamente, se esses métodos vierem a ser implementados, em breve passaremos a ter uma conexão muito além do que é possível mensurar, quando comparada com a velocidade dos dispositivos atuais.

Recorde mundial de transmissão de dados é quebrado na Alemanha

Utilizando raio laser para a transmissão de dados, cientistas atingiram a velocidade de 26 terabits por segundo.
  • Por Renan Hamann
  • 23 de Maio de 2011
  • Visualizações18.185 visualizações
A disputa pelo título de transmissão mais rápida do planeta continua acirrada. Depois os gruposjaponeses anunciarem as redes com velocidades de 100 terabits por segundo, agora o Karlsruhe Institute οf Technology, instituto de pesquisas da Alemanha, divulgou os resultados de testes que mostraram a velocidade de 26 terabits por segundo.
Se você está pensando “Mas 100 é muito mais do que 26”, precisa saber das próximas informações. Essa transferência foi realizada a uma distância de 50 Km, ao contrário do experimento japonês, que não apresentava distâncias tão grandes entre os terminais utilizados (eram apenas 16,8 Km).
Para o experimento, foram utilizados processadores óticos criados pelo Karlsruhe Institute οf Technology. A transmissão com velocidade real de 26 terabits por segundo permitiria que usuários transmitissem cerca de 130 discos de Blu-ray por segundo, ou 720 DVDs.

Nova tecnologia Wi-Fi dispensa o uso de baterias

Novidade absorve energia das ondas de rádio presentes no ambiente para funcionar corretamente.
A companhia Renesas Electronics Corp desenvolveu uma nova técnica capaz de transmitir sinais Wi-Fi e Bluetooth para aparelhos compatíveis dispensando completamente o uso de baterias. A novidade utiliza como fonte de alimentação a eletricidade produzida pelas ondas de rádio presentes no ambiente, fator que amplia as possibilidades de utilização destes tipos de sinais.
Os detalhes técnicos da descoberta estão sendo apresentados pela primeira vez nesta quarta-feira (15 de junho), durante o simpósio VLSI Circuits 2011, evento que ocorre na cidade de Kyoto.
Segundo a fabricante, as aplicações da tecnologia são muito extensas, dando como exemplo uma fita plástica que pode ser colocada na roupa de bebês, transmitindo em tempo real a temperatura corporal do usuário. Outra possibilidade é a criação de pôsteres capazes de enviar conteúdo através de sinais Bluetooth para todos que passam por perto.

Transmissão de dados econômica

Para permitir o envio de dados, a companhia utilizou o seguinte método. Ondas de rádio são transmitidas a partir de um ponto de acesso para dispositivos móveis equipados com um circuito LC ressonante, capaz de absorver as informações transmitidas.
Quando o circuito é desligado, o aparelho passa a funcionar como um refletor de ondas de rádio. A capacidade de alternar livremente entre a absorção e a reflexão de sinais é o que torna a novidade tão econômica e capaz de dispensar completamente o uso de baterias para funcionar corretamente.
Segundo a Renesas Electronics Corp, ainda é necessário desenvolver mais a tecnologia antes que ela esteja disponível em larga escala. A expectativa é que os primeiros dispositivos equipados com a novidade comecem a surgir em período aproximado de dois a três anos.

Rede Wi-Fi de longo alcance transmite dados a 70 km de distância

Em teste, empresa conseguiu cobrir uma área impressionante utilizando apenas um aparelho.
Ao que parece, o Wi-Fi do futuro não está condenado a hotspots, cafés, domicílios e escritórios. Pelo menos é o que a empresa americana On-Ramp pretende. Com o suporte da tecnologiaUltra-Link Processing (ULP), testes realizados em San Diego conseguiram transmitir sinais a até 70 km de distância.
Mas nem tudo são flores. Para conseguir um alcance tão grande, a troca se baseou em uma equação de velocidade de banda contra distância de sinal. A On-Ramp empregou ondas de baixa intensidade, o que resultou em uma taxa de transferência de apenas 50 bytes por segundo — coeficiente cerca de 20 mil vezes menor do que uma conexão padrão de banda larga a 1 MB por segundo.
(Fonte da imagem: Crunch Gear)
Apesar disso, a utilidade do equipamento pode ser de grande valia para aplicações que trabalham com transmissão de códigos. Em comparação, a estrutura necessária para se cobrir medidas tão amplas usando outros tipos de tecnologia teria um custo muito mais elevado. Quem sabe não é o "começo do fim" da internet movida a cabos e fibra ótica?

Como funciona a câmera-aranha que será usada na Copa do Mundo?

Conheça a tecnologia disponível na Europa que está sendo preparada para invadir os gramados brasileiros na Copa do Mundo de 2014.
As transmissões de futebol e eventos esportivos evoluíram muito nos últimos anos. O esporte, que anteriormente era visto como uma alternativa secundária das emissoras para atrair a audiência, passou a ser um dos carros-chefe da programação, recebendo grandes quantias de investimento.
Como um dos principais produtos das televisões, as partidas de futebol precisaram se adaptar para atrair uma audiência maior. Em vez de poucas câmeras estáticas capturando imagens da partida, posicionadas em pontos-chave fora das quatro linhas, câmeras móveis atrás dos gols, cinegrafistas nas arquibancadas e micro câmeras debaixo das traves.
Para o espectador, além do show de imagens nos mais diversos ângulos, a tecnologia dos aparelhos de TV também trouxe outras possibilidades, como assistir a uma partida escolhendo o ângulo de visão sem precisar sair do sofá. Porém, para muitos, a sensação de estar no estádio junto aos demais torcedores ainda parecia mais completa do que o conforto do lar.

As câmeras entram em campo

Em 2006, seguindo algumas experiências da Europa, a Rede Globo introduziu nas transmissões esportivas do país um sistema embrionário do que hoje é a Spidercam. Chamada “Câmera Mais”, a novidade consistia em uma câmera pendurada em dois cabos de aço, fixados no alto e presos nas duas extremidades do estádio.
Embora garantisse imagens interessantes e diferentes, a falta de controle sobre o que estava sendo filmado acabava tornando a alternativa pouco viável para as transmissões. A linha única de direção e a pouca flexibilidade de controle sobre a câmera fazia com que muito da partida se perdesse.
Acompanhar um contra-ataque, por exemplo, era uma tarefa quase impossível, uma vez que o tempo de giro da câmera e realinhamento era demasiado. A tecnologia foi utilizada durante uma das edições do Campeonato Brasileiro, mas passado o atrativo da novidade e ferramenta foi descartada para outras edições.

Mais mobilidade

(Fonte da imagem: Vision Research)
A partir de 2009 uma versão aperfeiçoada da “Câmera Mais” surgiu nos estádios europeus. O novo sistema ampliava o número de cabos e também as direções em que podiam se mover. Adaptado inicialmente às grandes arenas esportivas, o sistema consiste em dezesseis cabos fixados na horizontal e na vertical, no alto do estádio.
A câmera é acoplada a eles e coordenada por controle remoto em uma central de comando. A partir dela é possível ter uma liberdade quase total de movimentos. A câmera pode girar 360 graus com rapidez, podendo acompanhar ataques e contra-ataques com precisão, sem que haja cortes bruscos de cenas no processo.
Outra grande vantagem é a possibilidade que ela tem de ser baixada a um nível próximo ao do gramado. Assim, mesmo do alto do estádio, ela pode ser trazida para próximo dos jogadores, podendo acompanhar a partida como se fosse um elemento dentro de campo. Utilizando os recursos tradicionais de zoom, ainda que estática, a câmera no nível do gramado permite capturar imagens que, literalmente, acompanham o movimento da bola.
Durante uma cobrança de falta, por exemplo, o operador pode posicionar a câmera logo atrás do batedor, em um ponto pouco mais alto do que ele e, após a cobrança, utilizar o zoom para acompanhar a trajetória da bola, dando a impressão de movimento. No total, são utilizados quase 3 mil metros de cabos para garantir o funcionamento da estrutura.

O sistema Spidercam

O sistema Spidercam foi desenvolvido por Jens C. Peters, fundador da CCSystems, e foi lançado no ano 2000. Contudo, somente em 2003 ele foi utilizado pela primeira vez em um grande evento realizado na Áustria. Em 2004, a tecnologia foi adaptada aos shows e três deles foram contemplados com imagens aéreas: Robbie Wiliams, The Police e Kylie Minogue.
A partir de 2007, com a chegada de um novo parceiro para a empresa, novas possibilidades de utilização do mecanismo foram abertas para o grupo. Televisões da França, Portugal, Reino Unido, Itália, Polônia, Tunísia, Austrália e China adotaram a tecnologia em suas transmissões locais.
As primeiras experiências esportivas foram realizadas na África do Sul e na Índia, durante finais de partidas de críquete. O futebol receberia a novidade logo em seguida e, devido a sua amplitude, o mecanismo se tornou conhecido, virando referência nas transmissões esportivas europeias.
No Brasil, a estreia aconteceu na partida que marcou a despedida do atacante Ronaldo do futebol. No jogo entre a seleção brasileira e a Romênia, o sistema foi utilizado no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Em seguida, a final da Taça Libertadores da América, entre Santos e Peñarol, também foi capturada pela nova tecnologia.
A Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2014, pretende utilizar o sistema durante as partidas da competição que será realizada no Brasil. Embora simples, o formato garante imagens diferenciadas e acaba sendo mais um ótimo atrativo para o espectador.