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domingo, 10 de julho de 2011


Recorde mundial de transmissão de dados é quebrado na Alemanha

Utilizando raio laser para a transmissão de dados, cientistas atingiram a velocidade de 26 terabits por segundo.
  • Por Renan Hamann
  • 23 de Maio de 2011
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A disputa pelo título de transmissão mais rápida do planeta continua acirrada. Depois os gruposjaponeses anunciarem as redes com velocidades de 100 terabits por segundo, agora o Karlsruhe Institute οf Technology, instituto de pesquisas da Alemanha, divulgou os resultados de testes que mostraram a velocidade de 26 terabits por segundo.
Se você está pensando “Mas 100 é muito mais do que 26”, precisa saber das próximas informações. Essa transferência foi realizada a uma distância de 50 Km, ao contrário do experimento japonês, que não apresentava distâncias tão grandes entre os terminais utilizados (eram apenas 16,8 Km).
Para o experimento, foram utilizados processadores óticos criados pelo Karlsruhe Institute οf Technology. A transmissão com velocidade real de 26 terabits por segundo permitiria que usuários transmitissem cerca de 130 discos de Blu-ray por segundo, ou 720 DVDs.

Nova tecnologia Wi-Fi dispensa o uso de baterias

Novidade absorve energia das ondas de rádio presentes no ambiente para funcionar corretamente.
A companhia Renesas Electronics Corp desenvolveu uma nova técnica capaz de transmitir sinais Wi-Fi e Bluetooth para aparelhos compatíveis dispensando completamente o uso de baterias. A novidade utiliza como fonte de alimentação a eletricidade produzida pelas ondas de rádio presentes no ambiente, fator que amplia as possibilidades de utilização destes tipos de sinais.
Os detalhes técnicos da descoberta estão sendo apresentados pela primeira vez nesta quarta-feira (15 de junho), durante o simpósio VLSI Circuits 2011, evento que ocorre na cidade de Kyoto.
Segundo a fabricante, as aplicações da tecnologia são muito extensas, dando como exemplo uma fita plástica que pode ser colocada na roupa de bebês, transmitindo em tempo real a temperatura corporal do usuário. Outra possibilidade é a criação de pôsteres capazes de enviar conteúdo através de sinais Bluetooth para todos que passam por perto.

Transmissão de dados econômica

Para permitir o envio de dados, a companhia utilizou o seguinte método. Ondas de rádio são transmitidas a partir de um ponto de acesso para dispositivos móveis equipados com um circuito LC ressonante, capaz de absorver as informações transmitidas.
Quando o circuito é desligado, o aparelho passa a funcionar como um refletor de ondas de rádio. A capacidade de alternar livremente entre a absorção e a reflexão de sinais é o que torna a novidade tão econômica e capaz de dispensar completamente o uso de baterias para funcionar corretamente.
Segundo a Renesas Electronics Corp, ainda é necessário desenvolver mais a tecnologia antes que ela esteja disponível em larga escala. A expectativa é que os primeiros dispositivos equipados com a novidade comecem a surgir em período aproximado de dois a três anos.

Rede Wi-Fi de longo alcance transmite dados a 70 km de distância

Em teste, empresa conseguiu cobrir uma área impressionante utilizando apenas um aparelho.
Ao que parece, o Wi-Fi do futuro não está condenado a hotspots, cafés, domicílios e escritórios. Pelo menos é o que a empresa americana On-Ramp pretende. Com o suporte da tecnologiaUltra-Link Processing (ULP), testes realizados em San Diego conseguiram transmitir sinais a até 70 km de distância.
Mas nem tudo são flores. Para conseguir um alcance tão grande, a troca se baseou em uma equação de velocidade de banda contra distância de sinal. A On-Ramp empregou ondas de baixa intensidade, o que resultou em uma taxa de transferência de apenas 50 bytes por segundo — coeficiente cerca de 20 mil vezes menor do que uma conexão padrão de banda larga a 1 MB por segundo.
(Fonte da imagem: Crunch Gear)
Apesar disso, a utilidade do equipamento pode ser de grande valia para aplicações que trabalham com transmissão de códigos. Em comparação, a estrutura necessária para se cobrir medidas tão amplas usando outros tipos de tecnologia teria um custo muito mais elevado. Quem sabe não é o "começo do fim" da internet movida a cabos e fibra ótica?

Como funciona a câmera-aranha que será usada na Copa do Mundo?

Conheça a tecnologia disponível na Europa que está sendo preparada para invadir os gramados brasileiros na Copa do Mundo de 2014.
As transmissões de futebol e eventos esportivos evoluíram muito nos últimos anos. O esporte, que anteriormente era visto como uma alternativa secundária das emissoras para atrair a audiência, passou a ser um dos carros-chefe da programação, recebendo grandes quantias de investimento.
Como um dos principais produtos das televisões, as partidas de futebol precisaram se adaptar para atrair uma audiência maior. Em vez de poucas câmeras estáticas capturando imagens da partida, posicionadas em pontos-chave fora das quatro linhas, câmeras móveis atrás dos gols, cinegrafistas nas arquibancadas e micro câmeras debaixo das traves.
Para o espectador, além do show de imagens nos mais diversos ângulos, a tecnologia dos aparelhos de TV também trouxe outras possibilidades, como assistir a uma partida escolhendo o ângulo de visão sem precisar sair do sofá. Porém, para muitos, a sensação de estar no estádio junto aos demais torcedores ainda parecia mais completa do que o conforto do lar.

As câmeras entram em campo

Em 2006, seguindo algumas experiências da Europa, a Rede Globo introduziu nas transmissões esportivas do país um sistema embrionário do que hoje é a Spidercam. Chamada “Câmera Mais”, a novidade consistia em uma câmera pendurada em dois cabos de aço, fixados no alto e presos nas duas extremidades do estádio.
Embora garantisse imagens interessantes e diferentes, a falta de controle sobre o que estava sendo filmado acabava tornando a alternativa pouco viável para as transmissões. A linha única de direção e a pouca flexibilidade de controle sobre a câmera fazia com que muito da partida se perdesse.
Acompanhar um contra-ataque, por exemplo, era uma tarefa quase impossível, uma vez que o tempo de giro da câmera e realinhamento era demasiado. A tecnologia foi utilizada durante uma das edições do Campeonato Brasileiro, mas passado o atrativo da novidade e ferramenta foi descartada para outras edições.

Mais mobilidade

(Fonte da imagem: Vision Research)
A partir de 2009 uma versão aperfeiçoada da “Câmera Mais” surgiu nos estádios europeus. O novo sistema ampliava o número de cabos e também as direções em que podiam se mover. Adaptado inicialmente às grandes arenas esportivas, o sistema consiste em dezesseis cabos fixados na horizontal e na vertical, no alto do estádio.
A câmera é acoplada a eles e coordenada por controle remoto em uma central de comando. A partir dela é possível ter uma liberdade quase total de movimentos. A câmera pode girar 360 graus com rapidez, podendo acompanhar ataques e contra-ataques com precisão, sem que haja cortes bruscos de cenas no processo.
Outra grande vantagem é a possibilidade que ela tem de ser baixada a um nível próximo ao do gramado. Assim, mesmo do alto do estádio, ela pode ser trazida para próximo dos jogadores, podendo acompanhar a partida como se fosse um elemento dentro de campo. Utilizando os recursos tradicionais de zoom, ainda que estática, a câmera no nível do gramado permite capturar imagens que, literalmente, acompanham o movimento da bola.
Durante uma cobrança de falta, por exemplo, o operador pode posicionar a câmera logo atrás do batedor, em um ponto pouco mais alto do que ele e, após a cobrança, utilizar o zoom para acompanhar a trajetória da bola, dando a impressão de movimento. No total, são utilizados quase 3 mil metros de cabos para garantir o funcionamento da estrutura.

O sistema Spidercam

O sistema Spidercam foi desenvolvido por Jens C. Peters, fundador da CCSystems, e foi lançado no ano 2000. Contudo, somente em 2003 ele foi utilizado pela primeira vez em um grande evento realizado na Áustria. Em 2004, a tecnologia foi adaptada aos shows e três deles foram contemplados com imagens aéreas: Robbie Wiliams, The Police e Kylie Minogue.
A partir de 2007, com a chegada de um novo parceiro para a empresa, novas possibilidades de utilização do mecanismo foram abertas para o grupo. Televisões da França, Portugal, Reino Unido, Itália, Polônia, Tunísia, Austrália e China adotaram a tecnologia em suas transmissões locais.
As primeiras experiências esportivas foram realizadas na África do Sul e na Índia, durante finais de partidas de críquete. O futebol receberia a novidade logo em seguida e, devido a sua amplitude, o mecanismo se tornou conhecido, virando referência nas transmissões esportivas europeias.
No Brasil, a estreia aconteceu na partida que marcou a despedida do atacante Ronaldo do futebol. No jogo entre a seleção brasileira e a Romênia, o sistema foi utilizado no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Em seguida, a final da Taça Libertadores da América, entre Santos e Peñarol, também foi capturada pela nova tecnologia.
A Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2014, pretende utilizar o sistema durante as partidas da competição que será realizada no Brasil. Embora simples, o formato garante imagens diferenciadas e acaba sendo mais um ótimo atrativo para o espectador.

Como criar senhas seguras com códigos MUNGE

Fuja de sequências simples ou óbvias e crie um código indecifrável para seus cadastros!
A senha é um dos mecanismos mais importantes na área de segurança digital. Você a utiliza desde em páginas básicas, como fóruns, jogos de RPG, sites de compras online e redes sociais até para seus emails e sites de bancos. Ter uma senha muito óbvia e fácil de ser descoberta ao saber um pouco sobre você, portanto, é um péssimo negócio.
Ao evitar colocar sua data de aniversário, dígitos do número de telefone ou nomes de parentes próximos, entre várias outras escolhas simples, você protege seus dados e não corre tanto risco em ter suas contas acessadas por invasores indesejados. Às vezes, dependendo da capacidade do hacker, nem sequências de palavras simples podem sobreviver aos ataques.
O Tecmundo já publicou alguns artigos sobre o assunto, como um guia para senhas seguras e o melhor jeito de gerenciar seus códigos no computador. Ainda assim, nunca é demais falar sobre segurança virtual e proporcionar uma ajuda a quem não consegue montar uma senha que pode ser considerada o enigma perfeito.
Para isso, vamos conhecer e aprender sobre o sistema de código MUNGE, um dos grandes métodos para criar sequências que só você vai saber o que significam.

Mas o que é isso?

Antes de iniciar a criação de senhas com esse processo, nada mais justo do que saber do que se trata. O munge é um termo que significa o ato de criar um código seguro e forte através da substituição de caracteres.
A palavra, muitas vezes, surge como uma sigla para Modify Until Not Guessed Easily (“modificada até não ser adivinhada facilmente”, em tradução livre). Para isso, é utilizado um sistema de escrita que lembra bastante um método mais básico da linguagem l33t, o famoso código de substituição de letras.
A palavra é facilmente confundida com mung, outro termo da área da computação, que diz respeito ao ato de modificar a estrutura de algo até destruí-lo.

O processo de criação

Na maioria dos sites que exigem senhas, o código pode ser composto por três tipos de caracteres: letras (em caixa alta ou baixa), números e símbolos. O mais comum é utilizar apenas os dois primeiros, sem procurar teclas como “@”, “\” e “_”, por exemplo.
Não existe um “alfabeto” oficial para criar senhas com códigos MUNGE. O que vale aqui é sua criatividade e, claro, sua memória para não esquecer as substituições feitas. Para começar, vale utilizar uma base, com símbolos e números que lembram a forma de letras:
Antes de criar seu código, comece com um alfabeto básico. (Fonte da imagem: Wikipédia)
Após você se acostumar, pode criar uma tabela própria, tornando seu código ainda mais seguro e difícil de ser descoberto.

Segurança máxima

Com o MUNGE, até senhas extremamente simples podem se tornar códigos muito difíceis de serem acertados. Procure substituir os caracteres mais fáceis, um por vez, até que toda a sequência esteja codificada.
O que era antes “baixaki123”, por exemplo, pode virar um “8@1x@k1i2e”. Ou seja, além de ter que acertar sua senha, por mais simples que ela seja, o invasor precisa também adivinhar a troca de letras e símbolos que você utilizou!
Para isso, o ideal é fugir do óbvio até na escolha da substituição de caracteres. Ao invés de apenas trocar a letra “i” por um “1”, crie seu próprio código ao utilizar a letra “L” minúscula, que possui um formato bastante similar em várias fontes utilizadas por sites na internet.
Quando duas letras se repetem, é possível adicionar um “2” e excluir um dos toques, indicando a sequência igual. Uma só palavra pode se tornar um código secreto: “cachorro”, por exemplo, pode virar ”c@c402r0”. Para realmente surtir algum efeito, procure fazer duas modificações, no mínimo.

Não aposte todas as fichas

Apesar da facilidade em criar uma senha com a substituição a partir da tabela de códigos MUNGE, essa pode não ser a melhor forma de segurança para suas senhas. Métodos como o de força bruta, que é a descoberta por tentativa e erro de todas as sequências possíveis, podem ser bem menos eficientes nesse caso, mas ainda há metodos para que sua sequência seja descoberta da mesma forma.
Desse modo, é preferível criar uma sequência realmente aleatória, combinando símbolos, números e letras em qualquer ordem que apenas você conheça – e que não esteja presente em documentos de identificação ou outros objetos do seu cotidiano. Aí sim, dificilmente sua senha cairá em mãos erradas.
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Seja com códigos MUNGE ou outros métodos para mascarar sua senha, o importante é não compartilhá-la, buscar uma sequência longe de obviedades e, claro, que seja fácil de ser lembrada.
Invasões virtuais podem comprometer anos de jogatina ou perfis cuidadosamente montados em redes sociais. Antes de realizar um cadastro, mesmo que seja em uma página que você pouco acessa, esteja sempre atento – e coloque a segurança virtual em primeiro lugar.